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	<title>Caminhos do Coração &#187; Artigos</title>
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			<title>Caminhos do Coração</title>
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		<title>Grupo Semente</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 03:36:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um Ministério coerente na música e louvor do Brasil
No trabalho conjunto de vários irmãos que Deus levantou, no desejo de passar uma &#8221; visão&#8221; recebida e amadurecida em vários ministérios locais, principalmente no trabalho com jovens ( VPC, ABU e algumas igrejas locais), nasceu o GRUPO SEMENTE em 1982.
Várias pessoas que já ministravam pelo Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Um Ministério coerente na música e louvor do Brasil</h4>
<p>No trabalho conjunto de vários irmãos que Deus levantou, no desejo de passar uma &#8221; visão&#8221; recebida e amadurecida em vários ministérios locais, principalmente no trabalho com jovens ( VPC, ABU e algumas igrejas locais), nasceu o <strong>GRUPO SEMENTE</strong> em 1982.</p>
<p>Várias pessoas que já ministravam pelo Brasil há vários anos, compartilhavam da necessidade de se fazer algo que tivesse conteúdo da Palavra de Deus, sensibilidade com a nossa cultura e que desafiasse a igreja brasileira ao louvor e à evangelização com correta intenção de agradar a Deus em primeiro lugar com criatividade e beleza.</p>
<p>Guilherme Kerr Neto, parceiro desta visão, escreveu no primeiro disco do Grupo Semente que via com alegria o surgimento deste trabalho no meio de uma escassez de muitos anos, um verdadeiro deserto na área de louvor e produções musicais, com gente compromisssada com Jesus e séria no trabalho pelo Reino de Deus. Quis o Senhor colocar Sérgio Pimenta, Nelson Bomilcar, Gerson Ortega, Jorge Camargo, Edy Chagas, Marcos Mônaco, Miriam Zancul Ortega, Carla Bomilcar , Sônia Dimitrov Pimenta e Hélio Campos juntos por 7 anos de ministério, onde a amizade, compromisso mútuo, companheirismo e uma boa dose de musicalidade, movidos pelo Espírito Santo, trouxeram inestimável contribuição à Igreja brasileira, muito antes do recente &#8220;boom gospel&#8221;, que carece de consistência bíblica e de qualidade musical.</p>
<p>Caio Fabio pregou no lançamento do primeiro disco &#8220;Plantando a Semente&#8221;, música tema composta por Nelson Bomilcar e Guilherme Kerr. Ele realçou a seriedade do Salmo 126, ao mostrar a a realidade de um ministério sério muitas vezes sofrido, mas que traz pela promessa de Deus, muita alegria no devido tempo de colheita.</p>
<p>E essa foi a história do ministério do Grupo Semente enquanto existiu. Seu trabalho começou junto a <strong>COMEV (Comunicações Evangélicas)</strong> e depois continuou junto à <strong>Vencedores Por Cristo</strong>.</p>
<p>Musicalmente, foram ousados gravando músicas instrumentais, indo do samba ao chorinho, sem desprezar a mensagem do evangelho. Seu primeiro disco , &#8221; Plantando a Semente&#8221;, contou com a participação do maestro Williams Costa Jr nos arranjos de cordas, um desafio para a época , Gerson Ortega, trabalhou com carinho nos arranjos de base além de tocar o piano e os teclados com a competência e criatividade de sempre. Sérgio Pimenta trouxe a disciplina do trabalho nos ensaios , nas viagens missionárias, e nas lindas canções que fêz durante a sua vida, com uma poesia e profundidade como pouco se viu e se vê no meio evangélico. Jorge Camargo, o mais novo da turma, enriquecia a todos com suas interpretações e voz privilegiada, principalmente nos discos &#8220;Fruto da Semente&#8221; e &#8221; Criação &#8220;, além de suas composições.</p>
<p>Hélio Campos e Marcos Mônaco se encaixavam perfeitamente ao grupo, na bateria e sopros respectivamente, trazendo consistência ritmica e musical, além da simplicidade que os caracterizavam. Nelson Bomilcar ( coordenando e liderando) procurava diretrizar o trabalho para que a visão fosse fortalecida e não abandonada, com as pequenas ilusões de um sucesso e aceitação efêmera por parte da igreja evangélica, que já foi armadilha em que muitos caíram na sua caminhada cristã. Enfim, é a Deus a quem se deve servir e agradar, e é a Sua Glória o que importa. Ainda na gravação do primeiro disco tivemos a participação como convidada a Valéria Vassão Forte. Queremos registrar a curta participação do Artur Mendes e Marcos Cavalcante .</p>
<p>Carla, Míriam, Sônia, traziam o equilíbrio nas harmonizações vocais, tanto nas gravações, como nas apresentações, com sensibilidade e discernimento espiritual .Em inúmeros lugares por onde trabalharam; a Kátia Mônaco também ajudava no trabalho de aconselhamento nas programações. O Edy Chagas( de Bauru como era conhecido ) , era o criador das artes dos discos, que além de ter uma linda voz, trazia a solidez de uma igreja local que o apoiava em oração, ( Comunidade das Nações ), abençoando este ministério.Edy(Bauru),Hélio ( Jundiaí) e Pimenta ( Rio ) viajaram muitos e muitos quilômetros, 2 vezes por mês, para que o grupo tivesse a oportunidade de consolidar seu ministério e trabalho musical.</p>
<p>Muitos Grupos no Brasil começaram seus ministérios procurando o referencial no trabalho do Grupo Semente e Vencedores Por Cristo, pois a maioria dos seus integrantes foram treinados e discipulados por pessoas ligadas a VPC.<br />
O legado musical procurou ser preservado nos relançamentos em Cds Platando e Fruto da Semente e Criação e do registro em Partitura das linhas melódicas e cifras.</p>
<p>As lembranças e experiências tremendas com Deus são enormes:</p>
<p>Os ensaios na casa do Marcos Mônaco , o Furgão emprestado, companheiro de transportes e viagens; Gerson gravando a música &#8221; Ele e o Teu Louvor&#8221;, em um dos primeiros estúdios da COMEV ( 24 de Maio ), quebrantado e cheio do Espírito Santo, sofrendo com a enfermidade de seu primeiro filho, dedicando o que tocava a Jesus; Ségio Pimenta colocando &#8220;ordem na Casa&#8221; com toda a sua formação militar e mostrando os seus &#8220;cânticos&#8221; ou ( &#8220;corinhos &#8220;nas palavras que usava) que explodiam em todas partes do Brasil.</p>
<p>Cada lançamento de disco foi tremendamente concorrido ( Novotel, Centro de Professorado Paulista, Sala Cidade de São Paulo), e Deus sempre trazendo palavra e testemunho que mudaram muitas vidas. Nossa ultima apresentação foi no lançamento do &#8220;Criação&#8221;, onde Deus já estava mostrando que estava terminando este ministério juntos.</p>
<p>Gerson sendo chamado para trabalhar com uma igreja local em São Paulo como pastor, Hélio indo para Porto Alegre com sua esposa Malu para trabalharem junto com Asaph, Edy seguindo o ministério pastoral com a Comunidade das Nações em Bauru, Nelson pastoreando em Campinas, Jorge Camargo com novos desafios profissionais e musicais, Marcos Mônaco fortalecendo seu trabalho com uma igreja local em São Paulo. E o nosso querido Sérgio Pimenta, descobrindo que estava com câncer e falecendo depois de 4 meses, após muito sofrimento, deixando a Sônia, o Renato e a Juliana e um vazio tremendo em todos e na música evangélica brasileira.</p>
<p>Foi como se fosse um sêlo para todos os integrantes do Grupo Semente. Terminava ali 7 anos de intenso ministério pelo Brasil, marcando a todos e levando os próprios integrantes do grupo a um total dedicação na obra do Senhor juntamente com suas famílias.</p>
<p>O Grupo Semente uniu criatividade musical com visão séria de ministério, espírito de Louvor com performance; adaptou o conteúdo bíblico com a poesia numa preocupação de contextualização para nosso mundo contemporâneo. Seu trabalho mostrou o quanto é importante a comunhão com Deus e entre os irmãos, onde se pode criar amizades maduras e duradouras.</p>
<p>Que o Senhor seja engradecido para sempre!</p>
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		<title>Síndrome de Narciso</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 13:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos sempre tentando cultuar o “narciso” que existe dentro de nós, o nosso ego, até porque, ele teima em comandar nossos sonhos, aspirações, e intenções do coração. Esta é uma herança indiscutível de nossa natureza adâmica. Natureza que busca o reconhecimento de sermos considerados pequenos deuses, objetos de culto e admiração, sem noção de nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.nelsonbomilcar.com.br/wp-content/uploads/2008/01/narciso.jpg" title="Metamorfósis de Narciso, Salvador Dalí"><img src="http://www.nelsonbomilcar.com.br/wp-content/uploads/2008/01/narciso.jpg" alt="Metamorfósis de Narciso, Salvador Dalí" align="left" height="228" width="290" /></a>Estamos sempre tentando cultuar o “narciso” que existe dentro de nós, o nosso ego, até porque, ele teima em comandar nossos sonhos, aspirações, e intenções do coração. Esta é uma herança indiscutível de nossa natureza adâmica. Natureza que busca o reconhecimento de sermos considerados pequenos deuses, objetos de culto e admiração, sem noção de nossa finitude, do Deus Infinito a quem servimos, e da realidade do sucesso transitório e efêmero.<br />
Caetano em uma de suas canções mais inspiradas sobre São Paulo, lembrou-nos a presença e força de Narciso no coração das pessoas, clamando por aceitação e reconhecimento ou determinando nossos conceitos estéticos do belo.</p>
<p>No princípio do século XX o conceito de personalidade começou a circular no meio cinematográfico. Imaginava-se que a personalidade era constituída das qualidades que caracterizavam as pessoas famosas nesse novo ramo de entretenimento. Esses eram os “astros” que se destacavam na multidão: narcisistas obcecados por chamar atenção para si mesmos.</p>
<p><span id="more-152"></span></p>
<p>A propaganda foi usada para incitar e manipular o consumo e seus bens, produção que aumentou após a Segunda Guerra Mundial. Ela procurava ditar o que deveríamos “precisar”, “desejar”, e o que nos “tornaria felizes”. O culto da auto-realização tornou-se um alvo terapêutico e o culto da pessoa era o caminho da felicidade.</p>
<p>Estas noções impregnaram o contexto religioso e social de maneira geral. Noções de auto-importância acentuavam conceitos fantasiosos de liderança e da arte, fantasias de sucessos, poder, brilhantismo e beleza ilimitados, que frustram os que perseguem a realização da alma. Exibicionismo gerando falsas expectativas, sentimento de que o mundo “lhe deve algo” e quando a pessoa não é reconhecida, sente-se inferior, humilhada, com vergonha por não ter conseguido “vingar”.</p>
<p>Cria-se um ambiente favorável para a exploração interpessoal, busca-se a competição e o desejo de ver possíveis rivais frustrados e inferiorizados, desaparecendo a empatia e a sensibilidade com os outros. Junte o narcisismo, a propaganda e o contexto de comércio que se cria, e temos uma “equipe” nociva, destruidora e conspiradora contra as boas motivações, valores éticos e morais, e valores do Reino de Deus.</p>
<p>Todos os que atuam na área da música e da adoração, principalmente artistas, autores, compositores e grupos que deixaram registrados suas produções em CDs, DVDs, fitas, livros, etc, passam pela experiência da exposição de sua criação, arte e pensamento em busca também de reconhecimento e aceitação. Junto com a fome de sucesso, caminham em agenda paralela e não oficial (porém é a realidade do coração humano), pois a resposta “oficial” e politicamente correta, se argüidos, é buscar a glória de Deus e ser uma benção para os outros. Resposta automática e instantânea.</p>
<p>Mas, as tentações se apresentam sempre. Como diz o querido pastor Enéas Tognini, “elas continuam as mesmas: a barra de ouro, a barra da saia e a coroa de glória”.  Pastores e conferencistas tem vivenciado esta experiência também, quando suas mensagens e palestras são transformadas em “produtos” para serem comercializados. As pressões aparecem de todos os lados, dentro e fora, para serem transformados em objetos de culto e adoração, através do sucesso ou da aceitação na mídia.</p>
<p>Vê-se pastores, escritores e líderes de louvor conceituados, participando em programas que pregam o que eles mesmos não acreditam, ou que seus próprios ensinos ou cânticos delatam, mas vestidos de cara de pau e incoerência, fazem tudo para não desprezarem a “oportunidade” de sucesso, aceitação e venderem mais. Tudo muito triste, pois perdem credibilidade e deixam de ser referenciais. O engano da falsa unidade!</p>
<p>Os modelos de fora que aportaram em nossas livrarias e igrejas fomentam o reconhecimento, o culto ao ego; os dons que devem “brilhar” e “serem promovidos”, as metas que precisam ser atingidas, e você não pode ser um Zé Mané, discreto, sem aspiração de aparecer, que é logo descartado ou ignorado. Buscar o reconhecimento e sucesso pode alavancar crescimento de nosso selo, gravadora, igreja, missão ou ONG e não podemos abandonar este caminho, dizem alguns.</p>
<p>O Dr. James Houston, fundador do Regent College no Canadá, ensinou que “<em>a última manobra do ego é o cultivo do narcisismo espiritual, isto é, o uso do inconsciente da prática, para aumentar ao invés de reduzir sua própria importância; a busca espiritual e a coisas e práticas espirituais passa a ser um processo ou jornada de auto-engrandecimento, ao invés de uma jornada de aprofundamento da humildade</em>”.</p>
<p>Calvino e Wesley mostram que, quando não buscamos a felicidade e a glória de Deus, transformamos a vida religiosa em auto-promoção. A pessoa acredita que Deus a escolheu especialmente para ter habilidades excepcionais e fazer coisas especiais para Ele. O cara que começou aquele “grande ministério”, juntou tremendo patrimônio, o homem do descarrego 110 e 220V, que luta contra os demônios B ou C, o músico que enche estádios e aeroportos, &#8230;é&#8230;&#8230;olha o narcisista aí, gritando e precisando ser satisfeito.</p>
<p>Hoje, gravadoras, editoras e igrejas evangélicas copiam os modelos secularizados das gravadoras e editoras seculares (até com competência) sem critérios, modelos de gestão em seu negócio, buscando transformar o artista, o líder, ou a denominação na “sensação” nunca vista antes, que tem “uma unção” que ninguém nunca teve, que não deve ter contato pessoal com os outros simples mortais cristãos apreciadores de seu trabalho, apenas no meio da massa. Contam com nossos corações narcisistas, consumistas e sedentos de sucesso.</p>
<p>Vivi a experiência duma geração que fazia tudo por amor mesmo (pastores, missionários, jovens, artistas ou não) e quanto mais desafios, melhor. Quando nos achávamos mesmo servos (inúteis, porém alegres), movidos em servir ao Senhor pela causa que abraçamos, constrangidos pelo amor de Deus por nós, ou pelo amor às pessoas que atingíamos com nosso ministério e com nossa música, ficávamos realizados.</p>
<p>Tempos em que tínhamos alegria de ter contato com o público o tempo todo e não éramos transformados em seres impessoais, não ficávamos reclusos por orientação dos “empresários” evangélicos (não existiam ainda), nos hotéis cinco estrelas ou spas logo após as “gloriosas apresentações”, diga-se de passagem, devidamente pagas com cachês astronômicos.</p>
<p>Quer ter contato com o artista ou pregador? Lamento, tente mandar um e-mail, entre no site dele, inscreva-se no seu “fã” clube, aguarde aquela noite de autógrafos quem sabe em sua cidade, e não se esqueça, ore por ele e compre seu material!!! Se o trouxermos para nossa cidade para um evento, provavelmente, você não chegará perto de tamanha “efeméride”, pois foi mitificado e se tornou objeto de adoração, alguns com segurança e tudo.</p>
<p>Estamos sempre tentando cultuar o “narciso” que existe dentro de nós, o nosso ego, até porque, ele teima em comandar nossos sonhos, aspirações, e intenções do coração. Esta é uma herança indiscutível de nossa natureza adâmica. Natureza que busca o reconhecimento de sermos considerados pequenos deuses, objetos de culto e admiração, sem noção de nossa finitude, do Deus Infinito a quem servimos, e da realidade do sucesso transitório e efêmero. Somente o Espírito Santo para dominar “este espírito”.</p>
<p>Pode parecer que não defendo o sustento digno de seus trabalhadores e dos artistas, que tem sido, diga-se de passagem, explorados pelas próprias gravadoras e igrejas ao longo dos anos ou que acho não ser possível mostrar a criação para os outros. Não é este o raciocínio ou intenção deste artigo.</p>
<p>Temos que honrar aqueles que tem procurado viver seriamente e honestamente da arte e da pregação. E para isto devemos ter critérios e maturidade. Tenho um amigo muito chegado, grande pregador, que disse que agora ele “só canta” e a mensagem vai “de lambuja”, para não ser humilhado após conferências e congressos vendo os artistas ganhando “polpudos cachês” e ele, que “somente” pregou, ganhar aquela oferta vergonhosa de se dar.</p>
<p>Mas temos que reconhecer, na “linguagem de hoje”, Jesus teria que espantar os vendilhões do templo, das sacadas do templo, do telhado do templo, das imediações do templo. A pergunta que não quer calar: como lidar para que não se instale e se cultive o Narciso em nossas vidas? Quais vacinas para repelir este “vigoroso” vírus do sucesso e autopromoção, que muitas vezes pode nos afastar do Deus que quer ser adorado e reconhecido? Vírus solto no meio dos que estão na adoração, arte ou mesmo ministérios.</p>
<p>Este é o retrato: qualquer um cria ministério ou monta uma igreja, qualquer um tem CD, publica livro, fita, do zelador ao tesoureiro da igreja, do bispo cantor ao segurança da igreja, da filha do diácono ao genro do coordenador da escola dominical. Somos transformados em produtos agora, deixamos de ser pessoas, agora aspirantes a adorados e reconhecidos, roubando muitas vezes o lugar Daquele que deveria ser adorado, admirado e cultuado. Conformando-nos facilmente com isto, amoldamos a nossa consciência e ética cristã de forma distorcida e justificamos tudo e a todos. Temos que resistir! Deus nos ajude!</p>
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		<title>Abbey Road, Clube da Esquina e outras influências</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 15:24:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Família Bomilcar]]></category>
		<category><![CDATA[Louvor e Adoração]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Roqueiro]]></category>

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		<description><![CDATA[“Há um sentido em que todos os agentes naturais, até mesmo os inanimados, glorificam a Deus continuamente, revelando os poderes que Ele lhes deu. E nesse sentido nós, como agentes naturais, fazemos o mesmo. Nesse nível, os nossos atos iníquos, no sentido em que eles exibem nossa perícia e força, pode dizer-se que glorificam a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">“Há um sentido em que todos os agentes naturais, até mesmo os inanimados, glorificam a Deus continuamente, revelando os poderes que Ele lhes deu. E nesse sentido nós, como agentes naturais, fazemos o mesmo. Nesse nível, os nossos atos iníquos, no sentido em que eles exibem nossa perícia e força, pode dizer-se que glorificam a Deus, tanto quanto nossas boas ações. Uma peça musical executada com excelência, como operação natural que revela um grau alto dos poderes e habilidades dados ao homem, desta forma sempre glorifica a Deus, seja qual tenha sido a intenção dos executores”   C.S.Lewis, no capítulo “On Church Music”, do livro Christian Reflections.</p>
<p align="justify">Quando falamos de influências recebidas, como evangélicos, quase sempre negamos o que recebemos “dos de fora”, ou negamos nossa história “pré-conversão”. Como se não fizesse parte da história de Deus em nossas vidas. Até por que isto não soa santo, espiritual, cristão, evangélico, puro, inspirado ou profético.</p>
<p align="justify">Muito desta postura e pensamento existe porque na base e no fundamento teológico de muitos, o mundo foi criado por Satanás e não por Deus, de que o diabo é criador e não criatura, que os homens são criaturas das mãos do diabo e não de Deus, distorcendo a revelação das Escrituras Sagradas. Demos indevidamente o copyright  ao inimigo de nossas almas sobre a criação e sobre ass artes, e não ao Senhor Deus, Criador, Senhor e Soberano sobre tudo e todos.</p>
<p align="justify">História é história, não há como negar ou fazer desaparecer influências que tivemos e ainda temos, e quando tentamos fazer isto, entramos em processos de sublimação, de alienação, de fuga da realidade, sinais de doença instalada e que sugerem a necessidade de processos terapêuticos e de aconselhamentos posteriores.</p>
<p align="justify">Alguns ainda sugerem uma tal e distorcida “cura interior” do passado, como se toda a herança e formação que tivemos fossem necessariamente ruins. A herança adâmica sim, em nossa natureza, que não nos ajuda no caminho da salvação e redenção. Mesmo assim, ela ainda nos acompanhará até o final dos tempos. Mas outras heranças, com outro foco, de formação cultural, por exemplo, podem ter sido excelentes e nos balizam ainda hoje no que somos, pensamos e fazemos na vida.</p>
<p align="justify">Isto não significa que estas pessoas, pensadores ou artistas, são exemplos em tudo de conduta, muitos com vidas e histórias cheias de crises e pecados (como os homens e mulheres da Bíblia). Mas tiveram ou têm alguma capacidade no que fizeram, ou um bom legado que deixaram, seja na área educacional, científica ou artística.</p>
<p align="justify">Eu, que não tive “berço evangélico” ou “maternidade evangélica” (afinal ouvia quase sempre de irmãos: “&#8230;eu nasci na igreja&#8230;”), fui menos preconceituoso com o que recebi através de pessoas não cristãs. Em minha formação familiar e estudantil, por exemplo, tive ótimos referenciais e professores que me ajudaram a absorver valores, cultura e informação. Louvo a Deus hoje por eles, e sei que foi Ele mesmo que planejou e os colocou em minha vida. Aprendi inclusive com os erros, limitações, “pisadas na bola” e enganos deles.</p>
<p align="justify">Minha formação musical foi ampla e também vinda de pessoas e músicos não cristãos, muitos que citarei abaixo. Tenho hoje também, como cristão, bons referenciais de artistas cristãos e de arte cristã, que alimentam minha fé, minha adoração, que formam minha CDteca e que ajudam a desfrutar da beleza da criação. Pimenta, Aristeu, Arlindo Lima, Camargo, Guilherme, Gerson Ortega, Quico Fagundes, Gladir Cabral, Daniel Maia, João Alexandre, Asaph, Phil Keaggy, Michael Card, Andraé Crouch, Keith Green, Maranatha Music, etc. Mas, esta abordagem é para outra reflexão que não esta.</p>
<p align="justify">Reflito hoje em minha história. Minha mãe Laura era cantora profissional, cantora do rádio em São Paulo, excelente pianista e artista sensível. Admirava música brasileira e colocou nome de duas filhas de músicas de Dorival Caymmi: Marina e Dora. Ensinou-me a tocar violão com músicas dele e de Inezita Barroso e até hoje curto e assisto o seu programa na TV Cultura. Silvio Caldas, Orlando Silva, Altamiro Carrilho e outros, tornaram-se conhecidos em nossa casa.</p>
<p align="justify">Tínhamos uma “eletrola” Telefunken, valvulada, tipo armário, que ficava ligada grande parte do dia e por lá passavam os discos que meus familiares gostavam.</p>
<p align="justify">Meu pai Fenelon, com suas músicas clássicas, músicas de banda sinfônicas (aquelas que ouvia e via nos coretos de Limeira, cidade do interior de São Paulo) ligado no programa de rádio do Moraes Sarmento na Bandeirantes.</p>
<p align="justify">Meu irmão Roberto, pianista e músico profissional, ouvindo Tom Jobim, João Gilberto, Gil, Elis, Bach, Beethoven, Bill Evans, Dave Brubeck, Quincy Jones, minha irmã Marina trazendo os discos dos Beatles, James Taylor, Bob Dylan, Elton John, Roberto Carlos; e eu ouvindo isto tudo e mais Mutantes, Terço, Guilherme Arantes, Emerson, Lake and Palmer, Yes, Focus, Deep Purple, Led Zeppelin, Tim Maia, e a tchurma do Clube da Esquina, vento maravilhoso de Minas Gerais.</p>
<p align="justify">Lembro-me do meu irmão Roberto me levando a um show com um público de umas 50 pessoas somente, no teatro da Fundação Getúlio Vargas para assistir um “tal” de Milton Nascimento, Lô e Marcio Borges, Wagner Tiso, Nelson Ângelo, Beto Guedes, Toninho Horta, cantando e tocando coisas maravilhosas deles e de Fernando Brant. De que planeta estes músicos maravilhosos vieram? Quanta beleza e criatividade!!! Eram do Clube da Esquina, hoje transformado em museu e espaço histórico.</p>
<p align="justify">Bom, minha mocidade foi definitivamente marcada por Lennon e McCartney e suas gravações no EMI´s ABBEY ROAD studio (minha e a de uma geração toda né? hehehe), do rock tradicional e progressivo, e pelos “garotos” repletos de musicalidade, poesia e brasilidade de Minas Gerais.</p>
<p align="justify">Daí, veio a conversão dos 17 para os 18 anos em 1972. Entro na igreja evangélica e tenho um choque cultural e musical. Começo a tomar contato com músicas do Cantor Cristão, hinário batista, ouvir todos os dias minha mãe tocar ao final de tarde hinos que viriam a fazer parte de minha vida, acompanhar cantatas tocando e cantando, gravar discos evangélicos, fazer parte de um momento na história da igreja no Brasil de avivamento em trabalhos com juventude e da experiência de Vencedores por Cristo.</p>
<p align="justify">Por imaturidade e ignorância, anos antes vendi minha guitarra Gibson por achar que não poderia usar “um instrumento que usava na velha vida”. Mas tinha uma outra que guardei (pecador eu, não?), uma Fender Jaguar Branca, igual a do Jimi Hendrix, onde toquei e solei no dia do meu batismo dentro de uma igreja batista tradicional o “Vencendo Vem Jesus”, com o histórico pedal Big Muff. Quando descobri que instrumento é só “um instrumento”, comprei novamente uma Gibson, testemunha até hoje de boa parte da história recente da música cristã.</p>
<p align="justify">Um grande amigo nesta época, Gerson Ortega, músico e hoje pastor, ajudou-me muito a lidar com a questão da música. Sentia-me “menos culpado” de ainda gostar de música chamada secular ou “do mundo” quando encontrava na casa dele algum disco de conjuntos e músicos não cristãos que admirávamos.</p>
<p align="justify">Ajudou-me a ter critérios, a absorver o que é bom, junto com Guilherme Kerr, companheiro de canções, que viveu e foi influenciado também pela música dos anos 60-70. Os escritos de Francis Schaeffer (“O Deus que intervém”), C. S. Lewis (“Cristianismo Autêntico”) e John Stott (“Contracultura Cristã”), foram balizadores em meu refletir e pensar de forma cristã.</p>
<p align="justify">Inclusive por que pensava e continuo pensando que a criatividade e inspiração têm sido dada a pessoas e artistas não cristãos, que de alguma forma manifestam a criatividade de Deus. Isto é, um incrédulo pode ser mais ou tão criativo do que um crente confesso. É o que constato quando analiso as artes de maneira geral, e quando ouço a mesmice e a falta de criatividade das composições e produções chamadas evangélicas de nossos dias.</p>
<p align="justify">O próprio João Calvino declarou (Lectures on Calvinism, de Abraham Kuyper) que “a arte é dada por Deus indiscriminadamente, tanto para crentes quanto para incrédulos”, o que os teólogos chamam de “graça comum”. Ele escreveu certa vez que “as irradiações da luz divina brilharam mais radiosamente entre pessoas incrédulas do que entre os santos de Deus”.</p>
<p align="justify">Ainda, às vezes, ao ouvir uma música, composição de outros artistas ou minha mesmo, deparo-me com uma seqüência melódica ou harmonia que “já tinha ouvido em algum lugar”. As inéditas ou consideradas por mim inspiradas por Deus, vem impregnadas de referências sonoras ou de letras, absorvidas por minha mente e sentimentos durante meu crescimento e história.</p>
<p>A inspiração divina é soprada em homens e mulheres com suas heranças culturais e realidades, movimentos que fazem a história de Deus na história dos homens. E o evangelho vem com seus valores e mensagem, transformar, redimir o homem, sua cultura, sua arte, sua história, balizando o Seu reino.</p>
<p align="justify">Agradeço a Deus pelo que vi, escutei e aprendi em minha história, agradeço por ser um simples mortal e terráqueo, que absorveu e gostou de muita coisa feita por não cristãos e ainda gosta. Pessoas a quem Deus ama profundamente. Tenho aprendido a discernir e reter o que é bom. Nem tudo é bom e edifica. Canalizo minha admiração por eles sem idolatria ou sem se tornarem objeto de culto, e consigo adorar a Deus pela capacidade criativa dada a cada um deles. Sinto-me livre para ouvir e apreciar.</p>
<p align="justify">Lennon e McCartney fizeram coisas lindas e revolucionárias (até os banais e descartáveis, com os arranjos do George Martin, o “quinto beatle”, ficavam bonitas), mas não sou defensor do “Let it Be” como estilo de vida. Soube que George Harrison conheceu a Cristo antes de morrer (este buscou a Deus e o significado da vida). Se for verdade, agora desfruta da presença do Sweet Lord verdadeiro, não do Hare Krishna.</p>
<p align="justify">Sou mais hoje “plantar o trigo e refazer o pão de todo e cada dia, beber o vinho e renascer na luz de cada; a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada, o brilho cego de paixão e fé, faca amolada; deixar a Sua luz brilhar e ser muito tranquilo”, cantada pelo Beto e Milton.</p>
<p align="justify">Quero mais o Deus amigo de Gladir Cabral, compositor e pastor: “bom é ter um prato cheio na mesa, a mesa farta de amigos, amigos plenos da vida, a vida em sopros divinos, sopros de luz, claridade, luzes que mostram caminhos, e sendas que dão liberdade, honra, juízo e atino&#8230;”.</p>
<p align="justify">O Deus das Escrituras, O Grande Artista, está na simplicidade da vida, nos relacionamentos, no cotidiano, e manifesta sua presença e criatividade também nas artes e em artistas em toda a história. Precisamos é perceber e identificar Sua presença. “Repreender” menos o conteúdo de nossa história e APRENDER mais dela. E adorar a Ele, porque esteve sempre presente em nossa caminhada!</p>
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		<title>Adoração e Comunhão</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 00:16:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No universo de significados na adoração, é de profunda importância a palavra KOINONIA (comunhão). Quando olhamos a realidade da igreja chamada primitiva em Atos 2.42-47 e Atos 4.32-35  percebemos que a comunhão genuína traz grande autoridade para a igreja fortalecendo o seu testemunho. O louvor, a alegria e singeleza de coração eram resultados imediatos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">No universo de significados na adoração, é de profunda importância a palavra <strong>KOINONIA</strong> (comunhão). Quando olhamos a realidade da igreja chamada primitiva em <a href="http://livro.de/at/2/42-47+" title="Atos 2:42-47" target="_blank">Atos 2.42-47</a> e <a href="http://livro.de/at/2/32-35+" title="Atos 4:32-35" target="_blank">Atos 4.32-35</a>  percebemos que a comunhão genuína traz grande autoridade para a igreja fortalecendo o seu testemunho. O louvor, a alegria e singeleza de coração eram resultados imediatos desta vida de koinonia.</p>
<p style="text-align: justify"> Nas duas referências bíblicas acima, encontramos um ingrediente fundamental para que pudéssemos ter uma vida comum, compartilhada, sincera, transparente e de alegria: a manifestação contínua da graça de Deus. Esta ação divina sobrenatural e os recursos infinitos da Graça são o que possibilita a vivência da comunhão e a unidade no espírito.</p>
<p>Temos o exemplo desta koinonia em sua plenitude no relacionamento misterioso do Pai, Filho e Espírito Santo (1 Jo 1.1-4) e precisamos nos espelhar neste relacionamento. Servimos a um Deus Triúno, alicerce para toda a nossa compreensão correta da revelação.</p>
<p>Viver e promover esta comunhão demonstra nosso compromisso em primeiro lugar para com Deus e depois para com nossos irmãos. Lemos em 1 João que nossa comunhão deve ser com “o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1.3). O versículo 6 diz que “se dissermos que mantemos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade”. Mas, “se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão com os outros” (v.7.)</p>
<p>O desafio de andar na luz está diante de nós, cristãos, e de nós, músicos, que tentamos servir a Deus através da expressão artística e de uma vida íntegra. Ainda mais se aceitamos que é possível viver da música profissionalmente fora do ambiente eclesiástico, mesmo após a conversão. Neste sentido, não tenho visto a mesma opinião e convicção na igreja, entre os que atuam na adoração através da música.</p>
<p>O desafio da comunhão e através dela buscarmos e preservarmos a unidade, é o caminho que o Senhor Jesus mostrou em sua oração relatada em João 17 no sentido de que desenvolvêssemos e preservássemos a unidade, assim como Ele e o Pai são UM! Precisamos numa vida de adoração, ter o firme propósito de vivermos em comunhão e desenvolvermos a unidade em Cristo.</p>
<p>Nós lemos na experiência de Atos (caps 2 e 4) que para ser uma comunidade de adoração é necessária a atuação da graça de Deus aliada com um esforço de cada membro do Corpo de Cristo de desenvolver a unidade. Conhecer a Palavra de Deus, vida de oração, exercício dos dons espirituais, mutualidade, e principalmente atitude de servo, além de relacionamentos baseados na verdade, sinceridade, perdão e amor, são fundamentais para a comunhão acontecer.</p>
<p>Devemos ressaltar também a importância da celebração contínua da ceia. Quando celebramos a eucaristia, a ceia do Senhor, manifestamos de forma prática a celebração desta comunhão, como um ato de adoração, neste marco em memória do Senhor!</p>
<p>Sabemos que o ministério da música na adoração, tanto em comunidades locais e fora dela, tem sido terreno de difícil comunhão e unidade. Até porque que os que são dotados de sensibilidade artística, costumam ter o ego superabundando mais do que a graça e o espírito humilde. Como é difícil fazer com que músicos caminhem juntos, sirvam juntos, somem suas vidas e talentos para adorarmos e proclamarmos o amor de Deus.</p>
<blockquote><p>   <em> “__Ah, minha escola é diferente, minha formação é diferente, não temos afinidades, meus gostos estéticos e musicais são diferentes, eu sou erudito e você é popular, não dá para caminhar, servir e tocar junto. Creio até que devemos estar em igrejas diferentes. É melhor cada um na sua, cada um por si e Deus por todos”</em>.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify"> Este chavão ou slogan, que daria mais para para-choque de caminhão, slogan bem humano e porque não carnal, esconde muitas vezes a natureza do nosso coração. Cheguei a ter numa experiência de igreja local, vários regentes de coro que não conseguiam, e mais, não desejavam caminhar juntos. Nem buscando respeitar e encorajar o projeto um do outro, buscando uma complementaridade saudável para a adoração, para a igreja, para o Reino.</p>
<p>Egos que não se bicam ou se cansam da caminhada comunitária e de grupo proliferam assustadoramente no meio musical evangélico, alimentados pela mídia, gravadoras e empresários, isto é “antes de ti nenhum deus se formou e depois de mim nenhum outro haverá”, nova versão revista e atualizada&#8230;. Só você é lindo, só sua música é bela, etc. Egos são, de fato, pequenos deuses criados e que precisam de alimento. Enquanto Jesus encoraja a comunhão e unidade, tentamos vive-la “tu no teu cantinho e eu no meu”.</p>
<p>Alguns, até por experiências traumáticas e negativas do passado, tentam justificar o “novo posicionamento” do isolamento, do caminhar só. Mas o evangelho tem muitos recursos para a cura e sanidade das memórias e mágoas. O caminho às vezes é um pouco longo, mas com os recursos da graça e do Espírito Santo, é possível recomeçar e continuarmos numa caminhada de soma, de corpo, de equipe. O resto é desafio constante de ser família, família de Deus.</p>
<p>Vivemos um tempo propício para arrependimento, relevante para o exercício do ”lavar os pés uns dos outros”. Não se esquecendo que é preciso, antes, nos lavarmos primeiro, confessando e abandonando pecados. É tempo de enxergarmos a beleza da diversidade, porém, ajustados numa mútua cooperação, seguindo a batuta de um único Maestro, cabeça do Corpo, cabeça da Igreja, o Chefe de todos e de tudo. É preciso decisão pessoal, esforço e Graça do Pai para buscarmos a comunhão na adoração!</p>
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		<title>Sinais do reino de Deus nas expressões de arte e louvor</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 16:33:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O povo de Deus que se expressa através do louvor e música em tantos cantos deste país está perdendo seu senso de missão. É interessante notar isto ao olharmos as manifestações artísticas que vemos hoje no meio evangélico, manifestações cada vez mais entrincheiradas dentro dos templos ou ambientes de encontros chamados de adoração. E quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">O povo de Deus que se expressa através do louvor e música em tantos cantos deste país está perdendo seu senso de missão. É interessante notar isto ao olharmos as manifestações artísticas que vemos hoje no meio evangélico, manifestações cada vez mais entrincheiradas dentro dos templos ou ambientes de encontros chamados de adoração. E quando saímos de nossos guetos, levamos a arte, a música e o louvor numa linguagem burra, desconexa e não contextualizada.</p>
<p>Insistimos em sermos lâmpadas dentro de uma caixa de lâmpadas e em ser sal dentro do saleiro, perdendo portanto, a finalidade de sua razão de existência, isto é, iluminar no meio da escuridão e salgar impedindo que a carne se apodreça tão rapidamente e que ganhe sabor. Desejamos viver protegidos, sem desafios que exijam de nós aprendizado, disciplina e preparo.</p>
<p>Adoradores e artistas perdem e desprezam a noção de usarmos a vida, a música e todo o tipo de expressão artística para manifestarmos e testemunharmos do evangelho que abraçamos. Por causa de uma teologia distorcida e pouco bíblica, insistimos em ensinar e orientar que os artistas devem “largar o mundo” e não podem mais atuar fora dos limites eclesiásticos e nem atuar profissionalmente, contrariando o ensino de Jesus de sermos testemunhas e presentes no mundo como testemunhas do amor e presença de Deus..</p>
<p>Alguns artistas chamados cristãos cantam letras mais vez mais superficiais, camufladas, que mais “escondem” o conteúdo da Palavra de Deus, músicas e letras de conteúdo o mais dúbio possível, para que possam tocar em rádios seculares. Ainda pior, usarmos músicas populares conhecidas, e colocarmos versões de letra com linguajar e conteúdo “crentês” (inclusive de filmes como Titanic&#8230;). Manifestação artística medíocre, pobre, superficial, mal feita. E vamos assistindo a arte “naufragando” num mar de ignorância e falso senso de santidade.</p>
<p>Vivi recentemene uma experiência onde percebi claramente esta tensão, quando numa mesma cidade e num mesmo dia, estava acontecendo um encontro de louvor num espaço gospel, onde jovens estavam dançando e pulando ao som dos “mantras” atuais (músicas repetitivas de 4 acordes e de longa duração). O evento servia apenas como entretenimento ou mais uma atração, inclusive quando o “som” parava os jovens não ficavam nem para a ministração da Palavra de Deus.</p>
<p>E em outro local uma banda de cristãos faziam a abertura de um show de rock (hardcore), com letras explícitas do evangelho de Jesus. Os jovens não cristãos que chegavam ali, preparados para uma noite de piração e bebedeira, ouviam a Palavra de Deus num testemunho destemido daqueles rapazes.</p>
<p>Ao meu lado, um outro jovem músico cristão, sincero, e que foi convidado para estar ali, que reclamava por estar assistindo aquele trabalho já que “havia negado o mundo” e achava que não deveria estar ali; percebi nele um jovem soldado de Cristo que foi desmobilizado por aqueles que, com preconceitos e uma mentalidade religiosa retrógada e de falsa santidade, o ensinaram e discipularam.</p>
<p>Meu coração se encheu de alegria por ver aquela manifestação de poder e da presença do reino de Deus ali e na vida daquele conjunto que abriu o evento. Perguntei-me se Jesus estaria no encontro de louvor ou ali num ambiente tão desfavorável e aparententemente antagônico à mensagem do evangelho musicada? Imagino que o Senhor iria priorizar estar presente entre incrédulos, com um coração cheio de compaixão e misericórdia!</p>
<p>Lembrei-me de Janires, Comunidade S-8, Desafio Jovem, Jocum, Mocidade Para Cristo, Edson e Tita Lobo, Wanda Sá, Abraham Laboriel, Rique Pantoja, Sal da Terra. Daniel Maia, artistas e ministérios que fizeram nascer trabalhos criativos de testemunho através da música, teatro, dança e outras manifestações da arte e da arte cristã.</p>
<p>Ouvindo meu bom amigo e músico cristão Carlinhos Veiga nestes dias em Vitória num encontro de criatividade, cantando com sua viola e pregando a palavra do Mestre, e meu irmão Shibas de BH dançando, fiquei pensando em quanto nos acovardamos em assumir o testemunho cristão restaurando a cultura e as artes em todas as suas manifestações e quanto temos perdido de tempo e oportunidades em nosso amado Brasil.</p>
<p>E continuamos perdendo músicos e artistas competentes, que vão sendo expelidos, abandonados, por cometerem o “incômodo” de pedir aos pastores e artistas que se preparem e façam a coisa com excelência e disciplina, que sejam criativos e ousados, e que não abracem simplesmente modelos importados estéticos e sonoros de arte. Não podemos perder o senso de missão no que somos e fazemos!!!</p>
<p>É bom ver o reino se espalhando, sendo plantado no coração dos homens em todas as culturas, de um modo constante e misterioso,  mas que cresce mais e mais a cada dia. Que sejamos cristãos e artistas da ekklesia, comunidade dos santos, verdadeiramente “chamados para fora”, presença e testemunho no meio de uma geração perversa, corrupta e errante.</p>
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		<title>Quando o artista, a arte e o adorador ocupam o lugar de quem deve ser adorado</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 16:31:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caetano em uma de suas canções mais inspiradas sobre São Paulo, lembrou-nos a presença e força de Narciso no coração das pessoas, clamando por aceitação e reconhecimento ou determinando nossos conceitos estéticos do belo.
No princípio do século XX o conceito de personalidade começou a circular no meio cinematográfico. Imaginava-se que a personalidade era constituída das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Caetano em uma de suas canções mais inspiradas sobre São Paulo, lembrou-nos a presença e força de Narciso no coração das pessoas, clamando por aceitação e reconhecimento ou determinando nossos conceitos estéticos do belo.</p>
<p>No princípio do século XX o conceito de personalidade começou a circular no meio cinematográfico. Imaginava-se que a personalidade era constituída das qualidades que caracterizavam as pessoas famosas nesse novo ramo de entretenimento. Esses eram os “astros” que se destacavam na multidão: narcisistas obcecados por chamar atenção para si mesmos.</p>
<p>A propaganda foi usada para incitar e manipular o consumo e seus bens, produção que aumentou após a Segunda Guerra Mundial. Ela procurava ditar o que deveríamos “precisar”, “desejar”, e o que nos “tornaria felizes”. O culto da auto-realização tornou-se um alvo terapêutico e o culto da pessoa era o caminho da felicidade.</p>
<p>Estas noções impregnaram o contexto religioso e social de maneira geral. Noções de auto-importância acentuavam conceitos fantasiosos de liderança e da arte, fantasias de sucessos, poder, brilhantismo e beleza ilimitados, que frustram os que perseguem a realização da alma. Exibicionismo gerando falsas expectativas, sentimento de que o mundo “lhe deve algo” e quando a pessoa não é reconhecida, sente-se inferior, humilhada, com vergonha por não ter conseguido “vingar”.</p>
<p>Cria-se um ambiente favorável para a exploração interpessoal, busca-se a competição e o desejo de ver possíveis rivais frustrados e inferiorizados, desaparecendo a empatia e a sensibilidade com os outros. Junte o narcisismo, a propaganda e o contexto de comércio que se cria, e temos uma “equipe” nociva, destruidora e conspiradora contra as boas motivações, valores éticos e morais, e valores do Reino de Deus.</p>
<p>Todos os que atuam na área da música e da adoração, principalmente artistas, autores, compositores e grupos que deixaram registrados suas produções em CDs, DVDs, fitas, livros, etc, passam pela experiência da exposição de sua criação, arte e pensamento em busca também de reconhecimento e aceitação. Junto com a fome de sucesso, caminham em agenda paralela e não oficial (porém é a realidade do coração humano), pois a resposta “oficial” e politicamente correta, se argüidos, é buscar a glória de Deus e ser uma benção para os outros. Resposta automática e instantânea.</p>
<p>Mas, as tentações se apresentam sempre. Como diz o querido pastor Enéas Tognini, “elas continuam as mesmas: a barra de ouro, a barra da saia e a coroa de glória”.  Pastores e conferencistas tem vivenciado esta experiência também, quando suas mensagens e palestras são transformadas em “produtos” para serem comercializados. As pressões aparecem de todos os lados, dentro e fora, para serem transformados em objetos de culto e adoração, através do sucesso ou da aceitação na mídia.</p>
<p>Vê-se pastores, escritores e líderes de louvor conceituados, participando em programas que pregam o que eles mesmos não acreditam, ou que seus próprios ensinos ou cânticos delatam, mas vestidos de cara de pau e incoerência, fazem tudo para não desprezarem a “oportunidade” de sucesso, aceitação e venderem mais. Tudo muito triste, pois perdem credibilidade e deixam de ser referenciais. O engano da falsa unidade!</p>
<p>Os modelos de fora que aportaram em nossas livrarias e igrejas fomentam o reconhecimento, o culto ao ego; os dons que devem “brilhar” e “serem promovidos”, as metas que precisam ser atingidas, e você não pode ser um Zé Mané, discreto, sem aspiração de aparecer, que é logo descartado ou ignorado. Buscar o reconhecimento e sucesso pode alavancar crescimento de nosso selo, gravadora, igreja, missão ou ONG e não podemos abandonar este caminho, dizem alguns.</p>
<p>O Dr. James Houston, fundador do Regent College no Canadá, ensinou que “a última manobra do ego é o cultivo do narcisismo espiritual, isto é, o uso do inconsciente da prática, para aumentar ao invés de reduzir sua própria importância; a busca espiritual e a coisas e práticas espirituais passa a ser um processo ou jornada de auto-engrandecimento, ao invés de uma jornada de aprofundamento da humildade”.</p>
<p>Calvino e Wesley mostram que, quando não buscamos a felicidade e a glória de Deus, transformamos a vida religiosa em auto-promoção. A pessoa acredita que Deus a escolheu especialmente para ter habilidades excepcionais e fazer coisas especiais para Ele. O cara que começou aquele “grande ministério”, juntou tremendo patrimônio, o homem do descarrego 110 e 220V, que luta contra os demônios B ou C, o músico que enche estádios e aeroportos, &#8230;é&#8230;&#8230;olha o narcisista aí, gritando e precisando ser satisfeito.</p>
<p>Hoje, gravadoras, editoras e igrejas evangélicas copiam os modelos secularizados das gravadoras e editoras seculares (até com competência) sem critérios, modelos de gestão em seu negócio, buscando transformar o artista, o líder, ou a denominação na “sensação” nunca vista antes, que tem “uma unção” que ninguém nunca teve, que não deve ter contato pessoal com os outros simples mortais cristãos apreciadores de seu trabalho, apenas no meio da massa. Contam com nossos corações narcisistas, consumistas e sedentos de sucesso.</p>
<p>Vivi a experiência duma geração que fazia tudo por amor mesmo (pastores, missionários, jovens, artistas ou não) e quanto mais desafios, melhor. Quando nos achávamos mesmo servos (inúteis, porém alegres), movidos em servir ao Senhor pela causa que abraçamos, constrangidos pelo amor de Deus por nós, ou pelo amor às pessoas que atingíamos com nosso ministério e com nossa música, ficávamos realizados.</p>
<p>Tempos em que tínhamos alegria de ter contato com o público o tempo todo e não éramos transformados em seres impessoais, não ficávamos reclusos por orientação dos “empresários” evangélicos (não existiam ainda), nos hotéis cinco estrelas ou spas logo após as “gloriosas apresentações”, diga-se de passagem, devidamente pagas com cachês astronômicos.</p>
<p>Quer ter contato com o artista ou pregador? Lamento, tente mandar um e-mail, entre no site dele, inscreva-se no seu “fã” clube, aguarde aquela noite de autógrafos quem sabe em sua cidade, e não se esqueça, ore por ele e compre seu material!!! Se o trouxermos para nossa cidade para um evento, provavelmente, você não chegará perto de tamanha “efeméride”, pois foi mitificado e se tornou objeto de adoração, alguns com segurança e tudo.</p>
<p>Estamos sempre tentando cultuar o “narciso” que existe dentro de nós, o nosso ego, até porque, ele teima em comandar nossos sonhos, aspirações, e intenções do coração. Esta é uma herança indiscutível de nossa natureza adâmica. Natureza que busca o reconhecimento de sermos considerados pequenos deuses, objetos de culto e admiração, sem noção de nossa finitude, do Deus Infinito a quem servimos, e da realidade do sucesso transitório e efêmero. Somente o Espírito Santo para dominar “este espírito”.</p>
<p>Pode parecer que não defendo o sustento digno de seus trabalhadores e dos artistas, que tem sido, diga-se de passagem, explorados pelas próprias gravadoras e igrejas ao longo dos anos ou que acho não ser possível mostrar a criação para os outros. Não é este o raciocínio ou intenção deste artigo.</p>
<p>Temos que honrar aqueles que tem procurado viver seriamente e honestamente da arte e da pregação. E para isto devemos ter critérios e maturidade. Tenho um amigo muito chegado, grande pregador, que disse que agora ele “só canta” e a mensagem vai “de lambuja”, para não ser humilhado após conferências e congressos vendo os artistas ganhando “polpudos cachês” e ele, que “somente” pregou, ganhar aquela oferta vergonhosa de se dar.</p>
<p>Mas temos que reconhecer, na “linguagem de hoje”, Jesus teria que espantar os vendilhões do templo, das sacadas do templo, do telhado do templo, das imediações do templo. A pergunta que não quer calar: como lidar para que não se instale e se cultive o Narciso em nossas vidas? Quais vacinas para repelir este “vigoroso” vírus do sucesso e autopromoção, que muitas vezes pode nos afastar do Deus que quer ser adorado e reconhecido? Vírus solto no meio dos que estão na adoração, arte ou mesmo ministérios.</p>
<p>Este é o retrato: qualquer um cria ministério ou monta uma igreja, qualquer um tem CD, publica livro, fita, do zelador ao tesoureiro da igreja, do bispo cantor ao segurança da igreja, da filha do diácono ao genro do coordenador da escola dominical. Somos transformados em produtos agora, deixamos de ser pessoas, agora aspirantes a adorados e reconhecidos, roubando muitas vezes o lugar Daquele que deveria ser adorado, admirado e cultuado. Conformando-nos facilmente com isto, amoldamos a nossa consciência e ética cristã de forma distorcida e justificamos tudo e a todos. Temos que resistir! Deus nos ajude!</p>
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		<title>Por que líderes, artistas e músicos tem dificuldade em pensar e atuar no bem comum?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 16:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Adoração]]></category>
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		<description><![CDATA[Fiquei intrigado e desafiado com a entrevista que Bono, vocalista e líder do U2, deu a um repórter da Veja, numa edição de dezembro de 2004. Ver a lucidez deste músico, sua herança religiosa, sua coerência desarmando seus críticos que achavam que seu envolvimento seria passageiro, sua clareza nas questões mundiais que afetam a todos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Fiquei intrigado e desafiado com a entrevista que Bono, vocalista e líder do U2, deu a um repórter da Veja, numa edição de dezembro de 2004. Ver a lucidez deste músico, sua herança religiosa, sua coerência desarmando seus críticos que achavam que seu envolvimento seria passageiro, sua clareza nas questões mundiais que afetam a todos, seu compromisso com causas de promoção humana, sociais e ambientais. E, comparando, perceber a dificuldade dos líderes e artistas se mobilizarem para contribuir ao bem comum não só fora, mas dentro da igreja, inclusive em “sua tribo”.</p>
<p>Os empresários e “managers” recomendam como parte da imagem de artistas e esportistas, o “politicamente correto” envolvimento em causas e projetos sociais. Mas é fácil perceber aqueles que nem sabem direito o que estão fazendo, sem consciência de uma atuação cristã, apenas representando e cumprindo um papel.</p>
<p>Depois de muitos anos envolvido com diversas associações e cooperativas na área da música, buscando refletir e trazer contribuições para a problemática da área das artes em geral, principalmente dentro do ambiente evangélico, tento buscar ainda motivação para trabalhar junto e procurar de alguma forma ainda trazer alguma contribuição geral. A convicção continua firme: É bem melhor serem dois do que um.</p>
<p>Cansei de encontros que refletem uma unidade apenas cosmética, com muitos outros interesses atrás e correndo junto, ferindo e deixando à margem muita gente séria na área de adoração e de música. Vários querendo tirar casquinhas e proveito para seus trabalhos e ministérios pessoais, sem cuidado com o bem comum da área, e muito menos com as repercussões em seus nichos e sociedade em geral.</p>
<p>Dói ver o desrespeito e desinteresse dos líderes eclesiásticos com a vida e problemática dos artistas, de suas famílias, de sua arte, muitas vezes não compreendida e nem encorajada no caminho da excelência e profissionalismo com que o fazem. Alguns fazem um juízo “discriminado” achando que somente os músicos tem problemas morais, familiares, éticos e de compromisso! Somente muita ingenuidade ou má fé pode perpetuar este pensamento. Os que trabalham e vivem na igreja e lidam com aconselhamento podem rapidamente desfazer este engano.</p>
<p>Quando vejo o quadro atual, não encontro muito ânimo, mas temos que continuar andando, tentando colocar mais um tijolinho aqui e acolá. Creio que existem alguns fatores e realidades que explicam em parte esta desunião, desilusão, descompromisso com o bem comum e falta de mobilização geral. São eles:</p>
<p><strong>   1. Falta de compromisso com Deus e com o Reino.</strong> Muitos foram equivocadamente discipulados, receberam apenas uma visão distorcida do mundo “gospel”, buscando construir seus próprios reinos. Precisam de mentores sérios!</p>
<p><strong>   2. Egocentrismo exacerbado de vários artistas, </strong>no mover do coração enganoso, buscando a todo custo seus interesses pessoais, e a qualquer preço a fama e seu lugar ao sol. Movidos por uma espiritualidade equivocada e experiências localizadas, tentam manipular e “fazer a cabeça” dos ouvintes tornando seus modelos e linhas de adoração santificados e sacralizados.</p>
<p align="justify">
<strong>  3. Muitos líderes em igrejas locais exploraram, enganaram e machucaram  muitos músicos e artistas, </strong>que sinceramente se doaram para seus trabalhos e ministérios, usando estes para trazer brilho e crescimento para seus trabalhos e nunca se preocuparam em olhar estas pessoas com respeito e dignidade através da oração, amizade e sustento.</p>
<p><strong>   4. Desconfiança instalada no coração dos músicos e artistas, </strong>pelas experiências negativas que tiveram no exercício de seu ministério ou de sua arte no passado, inda mais vendo o que acontece hoje em nosso meio, teológica e comercialmente falando.</p>
<p><strong>   5. Falta de visão, ignorância,  e seriedade de líderes e pastores nesta área tão vital</strong>, que insistem em manter uma mentalidade fechada, alienada e de distorcida santificação, escondida no chamado “zelo” pelas instituições, tradições e doutrinas, além da contínua omissão de ação social e presença em causas de promoção humana.</p>
<p>Enfim, precisamos redescobrir o valor e a benção de caminharmos juntos, de atuarmos juntos, de buscarmos acordos e ações coletivas coerentes e corretas em seu conteúdo e prática, de redescobrirmos caminhos de construção de relacionamentos mais sinceros e transparentes. Será que precisamos de Tsunamis constantes para perceber o valor do outro e de se trabalhar pelo próximo?</p>
<p>Que Deus nos dê renovo para caminharmos em ações coletivas, apesar de todas as vozes e marcas que temos no meio evangélico, que ainda reverberam e nos desestimulam. Pessoalmente, estou dando mais um passo em minha caminhada cristã, colaborando com o ISA (Instituto Ser Adorador, www.seradorador.com.br), que se propõe a ajudar igrejas, líderes, músicos e artistas da igreja brasileira em sua atuação na adoração pessoal e comunitária, associando as artes com ações sociais, humanitárias e missionárias.</p>
<p>Certamente você leitor, em seu contexto pessoal, tem sentido também desafios de engajamento e serviço em várias frentes. Continue usando sua vida, seu ministério, sua música, sua arte, para a glória de Deus e serviço ao próximo. Que não cansemos ou desanimemos de fazer o bem, de atuar coletivamente e em parcerias, olhando para além de nossos trabalhos e ministérios.</p>
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		<title>Pastores à moda antiga</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 16:22:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ministério Pastoral]]></category>

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		<description><![CDATA[Permitam-me uma pausa em meus artigos sobre música e adoração para uma outra reflexão.Fui chamado outro dia carinhosamente, ao telefone, pelo querido pastor Elben Cesar (diretor da revista Ultimato) como o pastor-músico-cantor. Fiquei tocado para falar um pouco do pastorado, e do que tenho aprendido e observado.
Um pano de fundo sombrio no meio de tanta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Permitam-me uma pausa em meus artigos sobre música e adoração para uma outra reflexão.Fui chamado outro dia carinhosamente, ao telefone, pelo querido pastor Elben Cesar (diretor da revista Ultimato) como o pastor-músico-cantor. Fiquei tocado para falar um pouco do pastorado, e do que tenho aprendido e observado.</p>
<p>Um pano de fundo sombrio no meio de tanta confusão em nosso meio evangélico e “gospel”., e da desconfiança que o nome “pastor” traz em nossos dias (principalmente nos grandes centros), desgastado pela enxurrada de auto-entitulados “pastores”, “bispos” e apóstolos” cada vez mais jovens e inexperientes, aparentemente sem vocação ou chamado, que invadiram nossas igrejas e que contam com  a boa fé e ignorância das pessoas sofridas e sem esperança para a construção de seus projetos (reinos) egocêntricos e hedonistas. Junte-se a isso os inúmeros escândalos que trazem vergonha ao evangelho. Mesmo assim, vemos ainda o clamor explícito (ou escondido às vezes) das ovelhas,  clamor por pastores que amam, cuidam e dão suas vidas pelas ovelhas em nosso meio.</p>
<p>Os cursinhos de preparo e orientação profissional consideram hoje (e recomendam) a “profissão” de pastor (confundida com o que estuda teologia) como uma excelente opção para sobrevivência. Está desempregado? Está sem $? Ora, dizem os não cristãos, vire pastor no Brasil e abra a sua igrejinha (negócio), que dá retorno e às vezes um retorno e tanto. Viramos motivo de chacota dentro e fora do meio evangélico..</p>
<p>Por causa desta mentalidade distorcida, tantos pastores sérios (velhos e novos), que vivem humilde e comprometidamente servindo em igrejas locais em tantos cantos e rincões de nosso país e fora dele, dependendo do sustento da casa do Senhor, sofrem privações. Certamente não foram e não serão esquecidos pelo Senhor, fiel e presente em todas as circunstâncias e tribulações e que em tempo oportuno retribuirá justamente. Que Deus fortaleça a todos!</p>
<p>Minha mãe, ex-cantora profissional, crente batista e serva fiel já falecida, orava décadas atrás para que um dos filhos pudesse se dedicar ao ministério pastoral, pois considerava um chamado nobre, digno e honroso. Aliás, a bem da verdade, é mesmo, e o próprio Senhor o considera assim em Sua Palavra. Em seu leito de morte, minha mãe disse que esta resposta de oração em minha vida foi uma das grandes alegrias e sinal da fidelidade do Pai em sua vida.</p>
<p>No Nordeste, Centro-Oeste e em alguns cantos do Brasil onde tenho ido, constato ainda e com surpresa e alegria, o respeito à figura e vocação do pastor, pelo bom testemunho de pastores realmente vocacionados, sinceros e destemidos, que fundaram igrejas, trabalhos missionários e  obras assistenciais maravilhosas. Glória a Deus por isso!</p>
<p>Com 32 anos de conversão e 20 anos de ministério pastoral, além de outros 9 como missionário, com acertos e erros, recordo-me de meus mentores e referenciais de pastorado, homens extraordinários e comuns, mas sérios quanto à vocação, testemunho, trato e compromisso com a Palavra de Deus e com Sua igreja. Santos homens de Deus que me abençoaram e ajudaram em minha formação pastoral e transformação pessoal. São alento para mim e encorajamento.</p>
<p>Louvo a Deus pela vida de queridos pastores e professores como Juvenal Ricardo Méier, César Tomé, Russell Shedd, Carlos Lackler, Paul Andrey, Dionísio Pape, Nélson Lopes, Ary Velloso, Jim Kemp, Bill Asbury, Frederico Orr, Ismail Sperandio, Werner Kaschel, Davi Gomes, Edson Barbosa e tantos outros que me ajudaram a amar a Deus e Sua Palavra, pessoas que Deus tem chamado para Seu rebanho e que são estímulo constante para honrar sempre a vocação pastoral.</p>
<p>Alguns, em certos momentos de suas caminhadas, tornaram-se um pouco prisioneiros e reféns de suas rígidas e sufocantes estruturas denominacionais ou missionárias (causas diversas: afirmação pessoal, tradições, necessidade de sustento, etc&#8230;), porém lutaram e permaneceram fiéis à sua vocação. Por causa desta opção, alguns foram até expelidos pelas mesmas estruturas e igrejas que serviram. Outros saíram por decisão pessoal. Só Deus sabe quanto choro e sofrimento houve em suas famílias para honrarem sua vocação pastoral.</p>
<p>Com tristeza e empatia, ouvi de diversos pastores nos últimos anos, em vários cantos do Brasil, um compartilhar dolorido, contido, sofrido, e desesperançoso sobre suas vocações e ministérios recentes. Honraram-me confiando em conversas pessoais, seus dramas, suas lágrimas e dores na alma e coração, para que eu pudesse acolher e apascentar seus corações.</p>
<p>Alguns que reverberavam também as vozes (de espanto e desencanto) de suas esposas e filhos, que às vezes não têm voz, marcados definitivamente em seus corações, alguns até afastados do evangelho, vendo como seus maridos ou pais foram desrespeitados, tratados como peças e não como pessoas, e descartados pelas igrejas locais ou missões onde serviram.</p>
<p>Curiosamente, são igrejas locais e missões que abraçaram modelos empresariais secularizados, voltadas para metas patrimoniais e massificantes, buscando perfis de executivos, não nas qualificações bíblicas, mas pela sua capacidade de liderar e empreender, tolerar e obedecer aos que têm o poder e influência dentro destas estruturas.</p>
<p>Igualmente, algumas igrejas “chamadas” avivadas, com sua cultura espiritualizante e alienada, debaixo da teologia humana e demoníaca da falsa prosperidade (os que são “cabeça e não cauda”&#8230;), também tem dificultado e distorcido o exercício da vocação pastoral. Pessoas imaturas e sem preparo algum para ensinar a Palavra ou cuidar de vidas, tem sido conduzidas precipitada e irresponsavelmente ao “cargo” de pastor, pregando barbaridades, fórmulas de auto-ajuda                (determine aqui e ali&#8230;) e até mesmo uma estranha mensagem (pastores-gurus tipo Seicho-no-iê, ensinando que não existe dor, e que o sofrimento não deve fazer parte da vida cristã).</p>
<p>Graças a Deus por outros referenciais mais sadios sobre o pastorado. Reflexões e ensino sobre vocação e prática pastoral, que tem sido escritas pelo Rev. John Stott, ensinadas constantemente pelo pastor e professor Eugene Peterson e o Dr. James Houston, homens que têm me influenciado muito, juntamente com o pastor Ricardo Barbosa. Desde que estive no Canadá estudando, buscando transformação pessoal em meu coração e recuperar os referenciais de espiritualidade cristã e vocação pastoral não sou mais o mesmo. Vocês são oásis no meio dos desertos que às vezes se instalam em nossos ministérios.</p>
<p>Infelizmente, pastores não são mais acolhidos como pessoas, por sua vida cristã, integridade, seriedade e compromisso com a Palavra, oração e cuidado com o rebanho, mas pela sua “performance” diante das metas colocadas pela empresa-igreja, sedenta de realizações e sucesso, que muitas vezes escondem as projeções das frustrações e dramas pessoais de tantos que a compõem. Paga-se para que alguns vivam o que membros comuns não conseguem viver e fazer na obra, no dia a dia de suas vidas.</p>
<p>Muitas igrejas-empresa, reconheço, tem boas e sinceras intenções em seu desejo de servir, mas que sinceramente se equivocam em caminhos e modelos escolhidos, tentando cumprir a razão de sua própria natureza missionária e comunitária de ser sal e luz do mundo.</p>
<p>Aqueles pastores, aos quais me referi no início do artigo, ouviram esta frase, de forma jocosa ou com desdém, com pequenas variações: “__ vocês são pastores “à moda antiga”, a realidade das igrejas é outra e vocês não cabem mais dentro dela diante das expectativas de crescimento e sucesso do projeto, tanto do povo como das lideranças locais.”</p>
<p>Não sou ingênuo, caro leitor. Claro que os pastores precisam ter consciência da realidade hoje, tanto do mundo em que vivemos, como da realidade das igrejas e do povo que faz parte dela. Claro que é necessário administrar (é um dom também) o crescimento e a obra, mas é necessário avaliar se é o crescimento ou obra que Deus espera e a Sua Palavra avaliza.</p>
<p>A grande verdade é que, de fato, quem administra a obra de Deus é o próprio Deus Triúno, nem sempre de forma “profissional” (nos moldes de hoje), mas sempre responsável; de forma “amadora” às vezes &#8211; isto é, singela e simples &#8211; mas com o mover claro de Seu poder. É o que nos ensina a história da Igreja. Não vamos nunca dominar o crescimento da obra ou Aquele que a tudo domina e dá o crescimento.</p>
<p>Pastores honestamente precisam reconhecer suas limitações e também refletir sobre novos paradigmas, adaptando-se para continuarem a exercer sua vocação! Sábios, prudentes, servos, atentos às tentações do ministério, da secularização e pós-modernidade, e buscarem a coragem de viver e levar as ovelhas para uma vida cristã e comunitária autêntica, de comunhão profunda com o Pai, além do clero-templo-domingo, por exemplo.</p>
<p>Novos paradigmas sim, nova mentalidade no jeito de ser, mas não abandonando os princípios da vocação, a essência do ser, do ser pastor, de cuidar de almas, de ajudar as pessoas a andarem e conhecerem a Deus, de levarem os crentes à maturidade em Cristo e abandono de uma vida de pecado, do cultivo de uma vida de adoração, santidade, testemunho e serviço, dedicando-se à oração, meditação, estudo e pregação correta da Palavra de Deus.</p>
<p>Cumprir a vocação Daquele que é fiel e que nos chamou e não ficar tentando atender às expectativas do povo e de suas corporações religiosas quando elas colidem com o que a Palavra de Deus nos revela. Há um preço a pagar, preço nunca escondido por Jesus, Nosso Senhor e Salvador, em Seu chamado ao discipulado e aos que têm a vocação e dom pastoral.</p>
<p>Há muitos até que optaram em exercer sua vocação pastoral não estando oficialmente no “clero” ou em cargos eclesiásticos; fazem-no pela marginal, atuando de forma silenciosa e discreta, fazendo tendas para sustento pessoal, porém, na realidade, estão mais presentes e próximos das ovelhas do rebanho. Pessoas que amam a igreja, Corpo Vivo de Jesus, comunidade de pedras vivas, de pessoas transformadas pelo amor e graça de Deus. E também, o “cuidar uns dos outros”é responsabilidade e privilégio de todos.</p>
<p>Quero apenas deixar registrado minha gratidão àqueles mentores pastores, que me ajudaram a conhecer a Cristo e aprender os caminhos do coração para cumprir a vocação pastoral. Pessoas que ainda recorro em dias de desânimo e lutas. Muitos deles seriam chamados de “pastores à moda antiga”, o que para mim é reconhecimento e virtude, pois tem resistido às tentações e clamores de nossa época no meio evangélico do sucesso a qualquer custo e da sutileza enganosa de “sermos relevantes”. Pastores com doçura e singeleza de coração, que não negociam a Palavra e que amam a Deus e as ovelhas dando suas vidas por elas!</p>
<p>Obrigado por existirem! Paz, força e consolo seja com vocês e suas famílias! Creio que o Senhor tem um recompensa maravilhosa preparada para todos vocês. Louvado seja Nosso Supremo Pastor!</p>
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		<title>O músico: na igreja e como profissional</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 16:12:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ O artista em geral e no caso, o músico, tem uma realidade muito  complexa, tanto dentro ou fora da igreja. Infelizmente durante muitos anos foram incompreendidos e marginalizados em sua atuação. Esta realidade foi um pouco atenuada fora do país, por causa de uma mentalidade mais aberta e por se valorizar a arte como base [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"> O artista em geral e no caso, o músico, tem uma realidade muito  complexa, tanto dentro ou fora da igreja. Infelizmente durante muitos anos foram incompreendidos e marginalizados em sua atuação. Esta realidade foi um pouco atenuada fora do país, por causa de uma mentalidade mais aberta e por se valorizar a arte como base de uma educação de um povo. Nem todo músico é boêmio (idéia arraigada, infelizmente) e tem uma possibilidade enorme de adorar a Deus através de sua vida profissional.</p>
<p>As barreiras são muitas para que trilhe este caminho: barreira familiar, quando os pais se assustam com a opção de seus filhos se tornarem profissionais, já que em nossa cultura isto não é valorizado; barreira educacional, já que o ensino de música não é obrigatório nas escolas municipais e estaduais, levando o aspirante a músico a brigar por algumas vagas oferecidas por escolas do governo ou migrará para o ensino particular ou em escolas superiores particulares, e a própria barreira profissional, com poucas oportunidades oferecidas em seu mercado de trabalho..</p>
<p>Quando fui estudar contrabaixo na Escola Municipal de Música em São Paulo, em 1971, ouvi do meu professor que deveria optar por outro instrumento, pois as orquestras municipal e estadual, inclusive a jovem, já tinham instrumentistas suficientes nestes instrumentos para os próximos 20 anos. Isto é, se optasse pelo instrumento, teria poucas chances de trabalhar profissionalmente aqui, a não ser dando aulas ou formando um grupo de jazz.</p>
<p>Em nosso mundo evangélico brasileiro ainda se questiona se o músico ou artista pode exercer seu dom e capacidade de forma profissional e não só de forma amadora. Há muita ignorância teológica sobre o uso das artes, parecendo inclusive que esta dimensão está excluída de uma vida cristã saudável.</p>
<p>Parece que o músico, ou o artista em geral, vive num planeta à parte, muito mais sujeito às tentações e lutas do que os outros profissionais. Para quem trabalha pastoralmente como eu e está envolvido com aconselhamento, sabe que isto não é verdade, pois estamos sujeitos a toda a sorte de provações e tentações em qualquer área e ambiente em que se vive.</p>
<p>A idéia em nosso meio é a seguinte: o músico ou artista que se converte precisa “abandonar” o mundo e a “velha” vida, diferenciando-o de outros profissionais (médico, dentista, professor, bancário, etc.) que passam pela mesma experiência de conversão, como se estas profissões fossem “santas” e a dele não. O fazer tudo para a glória de Deus (1 Cor. 10.31) continua valendo para todos, e todos os profissionais cristãos terão áreas de tensão e que terão que se posicionar por causa do cristianismo, considerando a ética e a moral cristã, além dos valores do reino de dignidade e justiça.</p>
<p>Graças a Deus temos a experiência de Lutero e dos irmãos Wesley, por exemplo, que além de teólogos, eram músicos. Deus é o Supremo Artista, e Sua capacidade de criação se vê em todo o universo. Precisamos resgatar em nossa teologia, a teologia das artes.</p>
<p>Tenho ouvido este resgate nos últimos tempos através de ministrações do Gerson Ortega (SP), Carlinhos Veiga de Brasília e Sidney Costa, coordenador do Louvale em São Jose dos Campos, além dos irmãos da Associação de Músicos Cristãos (AMC) e que tem ajudado os artistas da igreja em seus posicionamentos e decisões.</p>
<p>O músico cristão recebeu dons e talentos para criar, para executar, para exercitar com excelência e integridade na adoração e no testemunho diário. Não somente na igreja, mas dando testemunho de Jesus em seu meio ambiente, sendo sal e luz do mundo. O músico precisa ser responsável em seu ambiente de trabalho. O músico está envolvido na missão que recebemos como crentes, além de poder usar a música para seu sustento digno. Consideremos alguns aspectos<br />
<strong><br />
O músico necessita de apoio espiritual</strong></p>
<p>É importante um trabalho de discipulado para que seja transformado em seu caráter como pessoa e para que tenha sabedoria no uso de seus talentos. Apoio de oração para que seja luz em seu ambiente de trabalho e para que persevere em meio à lutas de sua realidade e irmãos e autoridades que o avaliem e aconselhem.</p>
<p><strong>O músico precisa de espaço e oportunidade</strong></p>
<p>Não devemos olhar o músico ou artista com preconceito mas sim, viabilizar oportunidades para que ele possa servir a Deus na igreja com alegria, humildade, excelência e integridade. Não somente na igreja, mas fora do ambiente dela para que mostre que é possível um artista servir a Deus exercendo sua profissão com a dignidade que ela tem.  Mais de 70%  dos artistas das grandes orquestras e coros dos grandes centros e também os populares, saíram de igrejas evangélicas. Não podemos nos conformar com esta perda.</p>
<p><strong>O músico precisa de preparo</strong></p>
<p>É fundamental o músico se  preparar para dar o seu melhor ao Senhor e executar sua música com excelência. Dedicar o melhor e não o pior ao Senhor, sempre com um coração singelo e integro. A igreja sempre que possível deve ajudar para que os que se dedicam sejam abençoados e cresçam em seu serviço e ministério.</p>
<p><strong>O músico precisa de sustento</strong></p>
<p>Obviamente nem todos poderão ser sustentados pela igreja, mas precisamos ser sensíveis e ajudar àqueles que estão se dedicando para este trabalho e ministério continuamente na igreja local. É sabido que as oportunidades dos músicos de exercitarem as suas profissões e, ainda mais, ganhando para isso, são muito escassas em nosso país. A maioria dos músicos consegue sustento dando aulas, gravando, e tocando em festas, casamentos, orquestras e coros, e poucos, com artistas expostos na mídia.</p>
<p>O crescimento de oportunidades no ambiente evangélico aumentou e muito, para a atuação profissional e ministerial, e a música cristã ou gospel representa  hoje 30% da produção fonográfica nacional, além de programações independentes para a rádio e TV aberta ou paga.</p>
<p>Junto com isto é preciso que se mude a mentalidade, para favorecer a atuação dos artistas cristãos. Vamos dar mais um passo para beneficiar esta geração e a próxima, e que os músicos e artistas tenham sempre discernimento e maturidade para viver de maneira digna do evangelho que abraçaram.</p>
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		<title>Adoração Extravagante, segundo Darlene Zschech</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 16:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Bomilcar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sons de Hilsong Church, ventos da Austrália, adoração do coração de Darlene. Em suas próprias palavras, “alguém que não se satisfaz em fazer belas músicas, mas cuja paixão é promover o Reino de Deus”.
Darlene Zschech é ministra de louvor em sua igreja local, compositora de canções de adoração (Aclame ao Senhor, uma das mais conhecidas) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Sons de Hilsong Church, ventos da Austrália, adoração do coração de Darlene. Em suas próprias palavras, “alguém que não se satisfaz em fazer belas músicas, mas cuja paixão é promover o Reino de Deus”.</p>
<p>Darlene Zschech é ministra de louvor em sua igreja local, compositora de canções de adoração (Aclame ao Senhor, uma das mais conhecidas) e tem procurado vivenciar em seu ministério atual, em função de uma experiência pessoal com o Senhor, segundo seu testemunho, uma adoração mais profunda dentro de uma nova declaração de fé ou uma nova bandeira para o primeiro ano do novo milênio.</p>
<p>Afirma que ouviu o Senhor lhe dizer que com brandura em momentos de busca e oração: “Filha, você ainda não é uma adoradora extravagante”. Em sua explanação, definiu extravagante como “aquele que esbanja”, que excede, que é ultrageneroso, que vai além de limites razoáveis. Em sua mente e coração, relacionou esta idéia com alguns relatos bíblicos de adoração, como por exemplo, em Lucas 7.</p>
<p>O texto relata a história da mulher pecadora que trouxe algo considerado como “adoração esbanjadora”, segundo sua interpretação, pelos que testemunharam a cena. A mulher lavou os pés de Jesus com lágrimas, secou-os com os cabelos, beijou-os e em seguida derramou seu caríssimo perfume do jarro de alabastro sobre os pés do Mestre. Quando ela derramou sua oferta, Ele lavou-lhe a alma quebrantada. Porque ela amou com extravagância, escreve Darlene, “Ele lhe perdoou com extravagância”. Na compreensão dela, houve extravagância na devoção.</p>
<p>Darlene ensina que a verdadeira adoração ocorre quando o espírito adora e se une com o Espírito de Deus, quando a essência de nosso ser se encontra amando a Deus, perdida nele. Mesmo valorizando o louvor congregacional, Darlene reconhece que a adoração mais genuína acontece no secreto, na intimidade, individualmente, como adoradores de Cristo!</p>
<p>Constatei que Darlene tem a mesma opinião que expressei em artigo anterior na Provoice (“Confusão na adoração”): “existem atualmente muitas opiniões diferentes a respeito de adorar verdadeiramente ao Senhor, quanto ao método, ao plano, ao estilo, referentes à cultura, aos limites, e elas infelizmente, quase sempre deixam a maioria confusa, dividida e frustrada”. (pg 25 do livro “Adoradores Extravagantes”)</p>
<p>Em sua interpretação e concepção adjetiva de “extravagante”, Darlene crê que Noé era um adorador extravagante, por ter passado por situações extremas e em meio a tudo continuou louvando a Deus (Gn 8.20), que Abraão era extravagante por não poupar a seu próprio filho Isaque (Gn 22.12), pois estava preparado para dar tudo, era ultragenoroso, excessivo; que Davi só queria oferecer holocausto que custasse algo, que fosse sacrificial (1 Cron. 21).</p>
<p>Adoração extravagante atrai e mantém a atenção de Deus, provoca uma reação generosa do próprio Deus. Segundo Darlene, trata-se de causa e efeito! Amar extravagante é ter um estilo de vida em amor “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma, de todo o seu entendimento e de todas as forças (Mc 12.30). Amor, obediência e adoração caminham juntos com sinceridade, integridade, honestidade, obediência e verdade (Sl 86.11).</p>
<p>Darlene também realça que louvor e adoração são uma poderosa expressão de amor, que vai muito além das possibilidades da música. Mostra que a extravagância abrange um coração transparente, reconhecer que a fidelidade é mais importante que o talento, que o testemunho, a excelência, o serviço, a unidade, a amizade, disciplina e determinação, são importantes. Não são ensinos revolucionários ou novos, mas corretos e sempre benvindos.</p>
<p>Darlene concorda com C. S. Lewis que define a adoração como “a saúde interior que pode ser ouvida”. Adoração é a experiência e a emoção mais desprendida, abnegada, de que a nossa natureza é capaz. Neste sentido, Darlene mostra que é absolutamente essencial que sejamos controlados em nossas emoções e reações emocionais; que como cristãos criativos, saudáveis e amantes da Palavra, devemos nos submeter a Cristo e deixar que Ele controle nossas emoções.</p>
<p>Ao contrário do que temos visto, em várias ministrações “tupiniquins”, com o descontrole emocional e o destempero de ministros que forçam a barra, Darlene mostra que as emoções quando chegam ao máximo, instalam atitudes negativas, às vezes catarses incontroláveis, depois tristeza e depressão. Chama a atenção em seu livro que é necessário a ministração com responsabilidade e maturidade.</p>
<p>Enfim, temos em seu ensino e ministrações coletivas e congregacionais, bons caminhos para adoração, para o crescimento da igreja e dos músicos na adoração na igreja local. Na realidade, a palavra extravagante poderia ser substituída por vários outros adjetivos na língua portuguesa, perdendo um pouco de sua ênfase, porém sem prejudicar o que Darlene tem transmitido.</p>
<p>Ela é uma serva humilde, sincera, tem tido um ministério reconhecido mundialmente e tem uma boa formação bíblica. Além de ter sua espiritualidade moldada no convívio e comunhão da igreja local, com autoridade espiritual sobre ela. Darlene é um ótimo exemplo para os músicos, chamados levitas, que não estão congregando mais (estão “levitando por aí”, desconectados do corpo), apenas se servindo da igreja para alavancar suas carreiras e venderem seus produtos.</p>
<p>Que Deus tenha misericórdia e que voltem a congregar. E que nós aprendamos a derramar nossos corações, em secreto e coletivamente, e vermos o Senhor Jesus ser adorado e glorificado!!! Leiam o livro de Darlene e retenham o que é bom. Aprendendo uns dos outros, cresceremos na adoração!</p>
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