Ambiguidade da experiência comunitária. Onde devo ficar?

Comunidades locais estão cada vez mais se reunindo em casas pelo Brasil. Desarme-se. Não estou falando de “método” ou “modelo”. É apenas uma constatação nestes últimos 9 anos na itinerância. Desejo de relacionamentos mais profundos e conectados. Acompanho várias comunidades destas (geradas na Comunicação e Missão Cristã-Bauru, Comunidade de DiscípulosFortaleza, etc). Comungam, repartem o pão e a v…ida, meditam na Palavra de Deus, oram, evangelizam em ambiente mais informal. Envolvem-se em projetos sociais e missões das inúmeras que temos na cidade e país, incentivados pelos líderes, muitos deles pastores e mestres. Alguns destes grupos cresceram e geraram novas comunidades nas casas (escolas, etc). Não se eximiram ou ficaram imunes a problemas ou pecados (são comuns a grupos grandes ou pequenos onde o ser humano e sua ambiguidade está). Tanto é verdade, que o movimento contrário aconteceu também. É fato. Gente de grupo pequeno que passaram por decepções vendo gente se intrometendo muito sem sensibilidade ou limites, foram para mega igrejas para serem “ignorados na massa” ou passarem desapercebidas. É mais uma constatação desta ambiguidade do coração do homem. Não julgo motivações e motivos. Cada um sabe onde aperta o calo e deve ser responsável por suas decisões. Precisamos de maturidade e equilíbrio e perceber que o Senhor Jesus sempre estará presente onde houverem 2 ou 3 reunidos em Seu nome e onde a verdade do evangelho está sendo preservada e vivenciada, com todos os desafios de realidades diferentes em que vivemos para cumprir a missão de Mateus 28: 18-20. Nos dois caminhos, de comunidades pequenas ou grandes, existem virtudes e defeitos. Ser discípulo e fazer díscípulo somente com a presença de Jesus e de Seu Corpo na implantação de seu reino. Importante é estar onde temos a convicção de que Deus nos colocou lá ou aí. Prestaremos conta disto.

Surpresas no cotidiano.

Acordamos, trabalhamos cotiidianamente, e durante o dia ou noite chega uma notícia surpreendendo, que não esperávamos de algum querido ou conhecido em lutas ou tragédias. Coisas ruins acontecem também com os filhos de Deus como qualquer outro ser humano. Desemprego, separações, assaltos, violência e acidentes no trânsito, doenças. Hospitais acolhem (ou não) gente de todos os credos. Médicos (de todos os credos) vão atendendo gente de todos os credos com suas capacitações e limitações. Na dor, na luta ou deserto, a busca pela transcendência (Deus) quase sempre acontece. A solidariedade vem com suas luzes às vezes escondidas. Até alguns ateus se permitem transgredir no dia da angústia, e fazem escondidos um “sinal da cruz”, rezas ou mandingas. Todos sentem que existe ALGO a mais no universo, mesmo os que querem negar a idéia de Deus. Deus que não entendemos ou compreendemos totalmente no que faz ou permite acontecer. Nós cristãos, mesmo com a perplexidade e questionamento do “porque e para que” vivemos dimensões do sofrimento humano. Pela fé, em oração e clamor, abandonamo-nos sem recursos e impotentes diante das circunstâncias, nas mãos Daquele que se revelou em Cristo e que pode acolher nossas intercessões. E vamos tentando caminhar mais um dia olhando para o Autor e Consumador da nossa fé. Precisamos do Seu encorajamento e compaixão em meio às lutas, sofrimentos e perplexidades para prosseguir. Paz a todos.

Simplicidade no evangelho

Gostaria de andar no caminho da simplicidade do evangelho e me contentar com isso. Na simplicidade da adoração, da oração, da comunhão, do serviço abnegado, da doação, da missão, da arte feita para o coração, testemunho, apreciação e edificação. Na simplicidade do caminho relacional. Não é fácil. Meu coração e mente precisa do pastoreio do Pai para não me deixar iludir com os apelos do caminho fác…il e de “falsa relevância e prosperidade”. A igreja evangélica adoeceu ou refletiu esta doença com este discurso presente na mídia que afasta as pessoas do verdadeiro evangelho. Evangelho que é expressão de amor e graça e não de poder e riqueza. Somente expressa o poder de salvar pessoas e reconciliá-las com o Pai. O Seu reino não é deste mundo.

Agenda – Nelson Bomilcar

Conheça a nova página com a agenda do Nelson.

MORDOMIA CRISTÃ ( cuidando do que é de Deus)

MORDOMIA CRISTÃ ( cuidando do que é de Deus)

Um dos conceitos básicos da fé cristã é que somos responsáveis por zelar e cuidar da vida que Deus nos concedeu. No Gênesis, o homem foi colocado pelo Senhor como mordomo da criação, mas perdeu esta capacidade de cuidar dela pela queda ( Gn 3) através do pecado.
A salvação em Cristo trouxe de volta esta dimensão e perspectiva existencial e vivencial, relacionada com todas as áreas de nossa vida. Temos então que resgatar este cuidado por tudo que Deus nos deu e continua dando por Sua graça e amor, pois Ele é um Pai amoroso que tem prazer em nos compartilhar “toda boa dádiva”. Temos que cuidar e zelar como mordomos:

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